Desculpe, mas você não é o centro do Universo.

Eu tenho uma coisa muito importante pra te falar, meu pequeno padawan: você não é o centro do universo. Desculpe, mas você não é tão importante quanto você acha que é. Eu sei que não é nada agradável escutar uma coisa dessas (ou ler). Mas eu realmente gostaria que você entendesse isso pra não se deixar paralisar em função de críticas e julgamentos dos outros, até porque, esses julgamentos e críticas podem simplesmente nem existir.

Aprendi isso depois de dar muito murro em ponta de faca. De me anular e me diminuir em função do que eu achava que os outros poderiam pensar ou falar a meu respeito, de deixar de ser quem eu era e de fazer coisas que eu julgava serem significativas e importantes pra mim sem levar em conta, nem por um momento, que a maioria das pessoas não estava nem aí para o que eu estava fazendo ou deixando de fazer com a minha vida: elas tinham a própria vida e os próprios problemas pra resolver. Eu não era o centro do mundo dos outros.

Será que vão falar mesmo de você? Será que você é tão importante assim pra ser sempre o assunto preferido dos outros?

E se falarem? Quem é que está falando? Com que intenção? De que maneira?

Quem são os outros?

Presta muita atenção nisso aqui: quem realmente te ama e se importa com você não vai deixar de te amar e se importar com você porque você postou um vídeo tosco no YouTube, porque o seu lançamento não vendeu nada ou porque você resolveu que precisa fazer uma transição de carreira agora.

A preocupação e as opiniões de quem nos ama são inerentes a qualquer processo de escolha, mas é a autorresponsabilidade quem vai guiar o seu caminho. Autorresponsabilidade, padawan. A pior coisa que você pode fazer na vida é culpar os outros por decisões que, no fim das contas, foi você quem tomou.

A verdade é que quem mais sente medo de ser julgado e criticado pelas outras pessoas é quem mais julga e critica os outros (e a si mesmo) também, já reparou? Sei disso porque já fui assim. E porque, para além das minhas próprias experiências de vida, há estudos embasados que nos mostram que somos como espelhos: o que eu tanto critico em você é o que mais eu preciso trabalhar em mim.

Foi quando eu mudei o meu olhar julgador que as coisas começaram a mudar pra mim. Parei de me preocupar com a grama do vizinho pra cuidar da minha. De julgar os pensamentos e atitudes dos outros pra focar em coisas muito mais importantes na minha vida.

Um dos princípios do coaching é o não julgamento. Fiz autocoaching a vida inteira, movida por um desejo genuíno de não criticar, de não julgar. A mim e aos outros.

Hoje, durante os meus atendimentos, as críticas e os julgamentos têm zero espaço na sala. Meu foco é outro.

Há anos é assim.

Se eu não me importo com absolutamente nada que dizem a meu respeito?

Mente quem diz que não, somos seres humanos.

Mas, na real: quem está ocupado com a própria vida não tem nem tempo de ficar cuidando da vida dos outros a ponto de ter condições reais de julgar e de criticar alguma coisa, né não?

Sigamos.

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